Esposa de El Chapo quer lançar marca de roupa com o nome do marido

Narcotraficante autorizou Emma Coronel a lançar marca ‘El Chapo Guzmán’ para garantir futuro das duas filhas do casal. Ele entregou direitos de propriedade intelectual, e não receberá nenhum dinheiro.

O narcotraficante Joaquín Guzmán, mais conhecido como El Chapo, autorizou a esposa, Emma Coronel, e os seus advogados a lançarem uma linha de roupa com o nome “El Chapo Guzmán”.

De acordo com a emissora “CNN”, o líder do cartel de Sinaloa assinou na prisão um contrato para a criação de uma empresa que será comandada pela esposa, que acompanhou El Chapo durante o julgamento por tráfico de drogas em Nova York, no qual foi declarado culpado no dia 12 de fevereiro.

Uma das filhas de El Chapo, Alejandrina Gisselle, lançou recentemente uma linha de roupas e acessórios com o nome El Chapo 701.

De acordo com um dos advogados de El Chapo, Michael Lambert, citado pela “CNN”, o condenado entregou os direitos de propriedade intelectual à nova marca, mas não receberá nenhum dinheiro por ela. Segundo Lambert, El Chapo quer deixar algo para Coronel e as duas filhas que tem com ela.

“Ele ama a esposa e as duas filhas e quer se preparar para o futuro”, comentou o advogado.

Na terça-feira a defesa de El Chapo solicitou oficialmente a repetição do processo contra o líder do cartel de Sinaloa para garantir um “julgamento justo”, após ser noticiado que alguns membros do júri podem ter descumprido as regras impostas pelo juiz.

Joaquín Guzmán foi declarado culpado de dez crimes de narcotráfico em julgamento que demorou seis dias. O processo todo durou quase quatro meses.

Pelas regras estabelecidas, os membros do júri não podiam se informar sobre o caso através da imprensa ou das redes sociais para não serem influenciados. No entanto, um integrante confessou sob anonimato ao portal “Vice” que alguns buscaram essas informações.

Os advogados de El Chapo argumentam que o júri mentiu “na cara” do juiz Brian Cogan, por isso “qualquer coisa que não seja uma rigorosa apuração pode criar uma aparência incômoda de iniquidade”. O magistrado deu um mês para que a promotoria apresente a sua argumentos antes de tomar uma decisão sobre o assunto.

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